QUALIDADE · ATEMPORALIDADE · BRASILIDADE · ARTESANAL
A Quitanda nasce de uma escolha consciente: fazer moda com propósito.
Depois de anos vivenciando a indústria em seu modelo mais tradicional — acelerado, padronizado e orientado ao volume — compreendi que nem o planeta, nem as pessoas sustentam mais o ciclo do excesso e da descartabilidade.
A virada começou em Canoa Quebrada, quando conheci um artesão chamado Checho. Ele produzia bolsas de couro feitas à mão, com técnica, tempo e verdade. Peças criadas para durar anos — ou uma vida inteira, se bem cuidadas. Ali entendi que um produto não deve acompanhar apenas tendências: ele deve expressar identidade. Deve atravessar o tempo.
Passei a me perguntar: para onde vai tudo o que descartamos na velocidade em que consumimos? A resposta me levou a uma decisão definitiva — não fazer parte desse fluxo efêmero. A Quitanda surge, então, para criar peças úteis, belas e duráveis. Produtos que resistem ao uso, que amadurecem com o tempo e que podem ser passados adiante. Porque qualidade não se descarta — se preserva.
Valorizar as raízes humanas também sempre foi essencial. Não há singularidade na produção totalmente mecanizada. Por isso, cada peça da Quitanda é cortada por pessoas, costurada por pessoas e finalizada por pessoas. O fazer manual carrega intenção, história e identidade. Ao optar por esse caminho, fortalecemos economias locais e mantemos viva a cultura do ofício.
A Quitanda é uma marca brasileira, feita à mão, com excelência e permanência.
Criamos menos. Criamos melhor. Criamos para durar.
Esse modo de pensar o fazer — mais consciente, mais humano e mais duradouro — acabou naturalmente expandindo o universo do ateliê.
Com o tempo, surgiram novas necessidades criativas e também novos caminhos para utilizar de forma responsável todos os recursos envolvidos na produção. Foi assim que nasceram outras duas linhas dentro do Ateliê Quitanda.
A Namul surgiu a partir do desejo de explorar uma estética mais essencial e funcional. Nela, o design permanece cuidadoso e inteligente, mas assume uma linguagem mais direta, com processos produtivos predominantemente realizados em costura à máquina. Isso permite criar peças mais simples e acessíveis, sem abrir mão da qualidade dos materiais e da durabilidade que orienta todo o nosso trabalho.
A Namul também é o espaço onde ampliamos possibilidades de uso do couro e de outros materiais, direcionando de forma consciente sobras da produção da Quitanda e desenvolvendo objetos que dialogam com o cotidiano: itens para escritório, objetos para casa, acessórios de caráter mais funcional e peças que transitam com naturalidade também pelo universo masculino.
Mais recentemente, surgiu a Quitanda&Namul, uma linha que nasce justamente do encontro entre essas duas linguagens. Nela, elementos da tradição artesanal da Quitanda convivem com a objetividade construtiva da Namul. A costura de máquina se combina com a costura manual de selaria, resultando em peças de design ainda mais limpo, com poucos metais aparentes e um equilíbrio entre sofisticação e funcionalidade.
Cada uma dessas linhas cumpre um papel dentro do ateliê, mas todas compartilham o mesmo princípio fundamental: criar objetos bem pensados, bem feitos e destinados a atravessar o tempo.
A Quitanda permanece como a origem dessa história — onde o fazer artesanal se expressa em sua forma mais plena. A Namul amplia o alcance desse pensamento, trazendo simplicidade, funcionalidade e novas possibilidades de uso. E a Quitanda&Namul representa o encontro entre esses dois universos.
Juntas, elas formam o Ateliê Quitanda: um espaço onde tradição, design e consciência caminham lado a lado.
— Ana Dadam
Proprietária e Designer